sábado, 16 de julho de 2011

Neoantropofagismo II

Já que é impossível conter a intervenção yanke/lixo/cultural na nossa cultura então que ela seja digerida. Depois que seja vomitada a nossa contracepção dos valores estéticos/lixo/culturais que nos são impostos.
Que no nosso mal estar seja a contramão daquilo que nos é imposto. Que o nosso começo de século seja marcado pela nossa antropofagia. Que nossa estética seja o vomito que traga o incomodo enjôo aos padrões formatizados de beleza.
Assumiremos então nossa posição de primitivos informatizados. Sejamos o contra-senso do senso comum. A nossa salvação é análoga ao paraíso digital. Do universo de zero e uns sejamos o dois, três, quatro cinco... infinito. Não deixemos que a limitação dos limitados atrapalhe nossa criatividade. A sanidade padronizada é insana. Não precisamos de prozac. Já temos daime, cogumelos e haxixe. Não precisamos de limitação, mas sim de inspiração. Não transformemos o mundo um lugar banal. O banal é normal, que exalemos nossa loucura.


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=62881021

Neoantropofagismo




E um dia Deus chegou, montado em nuvens de ira e expulsou os homens do Paraíso. Os obrigou a cobrirem suas vergonhas e começou as explorar suas riquezas. Falou que os homens daquela terra eram sujos, pobres, inferiores e que seriam obrigados, para sempre, a adorar aquele Deus que os amava tanto.
Não estou falando de Adão e Eva, mas sim da descoberta de Pindorama. O paraíso existia, vivíamos nele, mas fomos obrigados a viver no inferno que os colonizadores trouxeram junto com eles. Civilizados, esquecemos de nosso passado glorioso. Não a glória inventada pelos livros didáticos, dos grandes vultos, todos brancos. Mas sim a glória de devorar só os fortes, de viver livre e nu.

Neoantropofagismo

domingo, 19 de junho de 2011

Uma deriva à direita na Europa? - (entrevista com Eric Hobsbawm)




O blog do italiano Beppe Grillo entrevistou Eric Hobsbawm no dia do seu 94º aniversário. Hobsbawm, que faz questão de dizer que é um historiador, não um futurologista – fala, entre outros assuntos, sobre o que é hoje o marxismo e a crise na União Europeia. Hobsbawm acredita que, no futuro próximo, praticamente todos ou quase todos os países europeus serão governados por governos de direita, de um tipo ou de outro. Para ele, a crise econômica que se arrasta desde 2008, tem muito a ver com a deriva à direita na Europa. "Acho que, hoje, só quatro economias na Europa, na União Europeia, estão sob governos de centro ou de esquerda".


Blog de Beppe Grillo

Blog:
No norte da África e em alguns países europeus – Espanha, Grécia e Irlanda – alguns movimentos de jovens que nasceram na internet e usam redes, por exemplo Twitter e Facebook, estão aproximando-se da política. São movimentos que exigem mais envolvimento e mudanças radicais nas escolhas das sociedades. Mas, ao mesmo tempo, a Espanha tende à direita; a Dinamarca votou pelo encerramento das fronteiras com a Hungria; e na Finlândia, e até mesmo na França, com Marie Le Pen, estão surgindo partidos nacionalistas de extrema-direita. Não é isto uma contradição?

Eric Hobsbawm: Não, não acho. Acho que são fenômenos diferentes. Acho que, na maioria dos países ocidentais, hoje, os jovens são uma minoria politicamente ativa, largamente por efeito de como a educação é construída. Por exemplo: os estudantes sempre foram, ao longo dos séculos, elementos ativistas. Ao mesmo tempo, a juventude educada hoje é muito mais familiarizada com modernas tecnologias de informação, que transformaram a agitação política transnacional e a mobilização política transnacional.

Entrevista Completa: