domingo, 23 de julho de 2017

Roda Mundo

Roda Mundo

Retrocesso,
Regresso
E o lema ainda é
Ordem e progresso.
Lembranças de um futuro já passado
Ultrapassado...
Desesperança, Saber que de tudo,
Nada adianta
Ignorância
E o desejo de ser cego
Por pura ganancia
Ser papagaio,
repetir tudo o que te mandam
Ser manipulado
E quem não for...
que aceite tudo,
calado
Deputado que defende a tortura
E há quem ache
Que isso não é loucura
Em pleno século da informação
Vivemos o início
De uma nova inquisição
E o pastor que te julga
Como infiel
É o mesmo que quer
Vender um pedaço do céu

E a História se repete
Sempre como farsa
Um país sem memória
Vive sempre na desgraça

Os problemas são iguais
E ninguém aguenta mais
A cada passo para frente
São dois para traz

Retrocesso sem progresso
Só há ordem dos espertos
E os chefes das quadrilhas
Instalados no congresso

E o resto do povo
Se ferrando na pobreza
E a classe média
Se achando realeza

O pensamento ainda é
Da era colonial
Enriquecer sem pensar
No que é fundamental

E quem vai punir o ladrão de merenda?
Quando ladrão é rico
Não há ninguém que o prenda

Mas se o suspeito for
Negro, pobre ou favelado
Mesmo inocente ele já está condenado

E a justiça
Ao invés de imparcial
Sempre fica do lado
De quem tem mais capital

Agora inventaram
A escola sem partido
Jeito novo de dizer
Que o professor está fudido

A intenção é manter
O povo alienado
Um povo que aceite
a condição de escravo

Um povo feliz
Sem pão mas com circo
Um povo que pense
Que um Bosta é mito

E ao invés
De dar valor ao professor
Desvaloriza quem merece
E valoriza o opressor

E assim continua
Tudo igual
E pra acabar com a revolta
Futebol e carnaval

Mas olha só
Veja que legal
Continuamos esquecendo
Do que é essencial

A vida é uma roda
Em constante movimento
Muda e se transforma
A cada momento

Roda viva, roda mundo
O mundo girou
Girou tanto num instante
Onde é que eu estou

Roda viva, roda mundo
O mundo girou
Se tudo muda o tempo inteiro
só aqui
Que não mudou?


Roda viva, Roda mundo
O mundo girou
Se tudo sempre muda
Em que tempo eu estou?

Não,
O tempo não para
Deixa marcas na pele
Mais que o fio de uma navalha

E tudo que passa
Tudo que passou
Todo tempo tudo muda
Tudo o tempo mudou

Tudo roda, Tudo volta
Em nossa memória
Sinto pena de quem
Não conhece a História

E ela se repete
Como uma tragédia
Nosso povo, infelizmente
Sempre na miséria

A espera de um mito
Na beira d´um precipício
A um passo, se jogar
É apenas um início

Um vício
Um ciclo
Movimento
Infinito

Quem espera acontecer
Se perde no princípio

Nossa História nunca teve
Um verdadeiro rompimento
Por isso se repete

A cada momento...

Newton Benetti - 04/2017

domingo, 18 de setembro de 2011

Bem vindos a 1984




Em tempos em que Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão e Ignorância é força, o Big Brother ri diante de sua televisão 3d de ultima geração. Os discursos revelam a novilingua e os grandes feitos são reproduzidos ao vivo e de todos os ângulos, todos os dias. O falso sorriso diante da teletela é produzido pelo consumo cada vez maior de fluoxetina. Amansados em sua realidade artificial os seres não questionam sua própria miséria. Se sentem confortáveis em suas celas, sem conseguir enxergar suas grades. Vivem com medo, sem conseguir entender a real procedência de suas angustias.
Os sonhos são coisas de loucos, e estes cada vez mais encarcerados nos mais escuros calabouços. Ficam longe das vistas, pois fogem completamente ao padrão clássico de culto exagerado ao corpo. Toda noite, os normais assistem extasiados o Big Brother transmitir um padrão de beleza que todos devem buscar. Aceitam a idiotização, pois não querem se sentir excluídos dela.
A crítica se torna inútil, pois os termos rebeldia e revolução já não fazem mais nenhum sentido e o que ocorre são apenas gritos isolados. Gritos entre surdos que já não querem mais escutar nada além de suas próprias vozes.


Download 1984 Legendado


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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

V de Vingança na vida real?

Será que estamos vendo o surgimento de uma insurreição popular em escala mundial?




Rise Up!

Cypress Hill featuring Tom Morello - Rise Up (Explicit)

domingo, 14 de agosto de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Neoantropofagismo II

Já que é impossível conter a intervenção yanke/lixo/cultural na nossa cultura então que ela seja digerida. Depois que seja vomitada a nossa contracepção dos valores estéticos/lixo/culturais que nos são impostos.
Que no nosso mal estar seja a contramão daquilo que nos é imposto. Que o nosso começo de século seja marcado pela nossa antropofagia. Que nossa estética seja o vomito que traga o incomodo enjôo aos padrões formatizados de beleza.
Assumiremos então nossa posição de primitivos informatizados. Sejamos o contra-senso do senso comum. A nossa salvação é análoga ao paraíso digital. Do universo de zero e uns sejamos o dois, três, quatro cinco... infinito. Não deixemos que a limitação dos limitados atrapalhe nossa criatividade. A sanidade padronizada é insana. Não precisamos de prozac. Já temos daime, cogumelos e haxixe. Não precisamos de limitação, mas sim de inspiração. Não transformemos o mundo um lugar banal. O banal é normal, que exalemos nossa loucura.


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